quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Faixa para o senhor secretario de administração em Teixeira de Freitas-BA

Paralisação dos professores em 27.10.2010
Em frente à Prefeitura
Momento de encontro na praça.
Jilnete, Patricia e Abelice

Paralisação/greve em Teixeira de Freitas

Jilnete – Patricia e Abelice – pça. Dos leões – Paralisação dos professores APLB


Visite o meu blog: Queremos salários justos. E daí? Posicione-se!!! (jilnetesantos@blogspot.com)

Perceber a coragem dos líderes do Sindicato: Brasilia, Magali e outros, nos coloca em confronto com nosso posicionamento político. Queremos salários justos e precisamos correr atrás, sim! Precisamos dar a cara a tapa, como dizem algumas pessoas pelos outros que nunca vão às ruas reivindicar seus direitos. Como dizem também outras pessoas, somos “figurinhas carimbadas” já nestes encontros. Mas não importamos, não. Importamos sim com o que estamos fazendo no momento presente; mesmo não sendo a maioria, somos umas das pessoas que estiveram presentes no movimento. O Sr. Secretário de administração precisa respeitar a lei que nos ampara de piso salarial. Aquela faixa foi um grito de independência:

Queremos nossos 7.36% de aumento! Que nos desculpe o prefeito,mas aceitar 5% é uma proposta muito indecente!

Agradecemos aos colegas de luta, e principalmente, o SINDICATO: o importante é mostrar o que está sendo feito. Apoiamos a paralisação, sim!!!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Readaptar-se é ser ex-educador?

Você é professor desde que se conhece por gente. A sua ambição profissional parou por aí (é o meu caso). Um dia, a vida cobra de você todos os minutos de caneta, de tesoura, de cola, de digitação, xeroxes,de noites perdidas para término daqueles relatórios, provas, etc, que executamos ao longo dos anos. À procura do médico, constatamos que estamos doentes: é preciso readaptar-se! Pior: colocar-se à disposição do INSS (desesperador). Então, você olha pra todo o caminho percorrido (puxa, só aprendi a dar aulas!) e se imagina fora do trabalho, com contas para pagar, remédios para comprar... Enfim, você se decide pela readaptação. Neste momento, então veremos como somos tratados: perdemos nosso espaço; ficamos a mercê de pessoas autocráticas na escola que desejam imbuir-nos de tarefas extras ou, até de suas próprias funções... O sentimento simbólico é como se fossêmos passarinhos sem ninhos, expostos ao perigo. O nosso problema? Ah, esqueceram!" Estão sem fazer nada!" Julgam a todos igualmente. Dificilmente, param para refletir sobre esta pessoa que saiu de sua sala de aula por motivos obvios; porque você trabalhou vinte e tantos anos e só agora TEVE que parar...O apoio vira uma perseguição verbal de cobranças, e o que deveria ser um tempo para melhorar do problema, vira-se outro problema, até que se resolva a decidir-se pela segunda opção ( o INSS). O sistema público deveria ter melhores políticas públicas voltadas para as pessoas que precisam se afastar de suas atividades laborativas por tempo médico prescrito; e que cada função atribuída fosse de acordo com a necessidade desse profissional. O sindicato pensa também assim e já levantou estas questões com os envolvidos que respondem pelas decisões públicas no nosso municipio. É preciso olhar cada pessoa com um olhar novo, e apontar a melhor solução. Quando precisamos sair da sala de aula, não deixamos de ser educadores. Precisamos ser respeitados, sem fazer valer a autoridade do direito. É preciso ouvir cada um. Não há pessoa em sã consciência que queira desfazer sua vida profissional. Tudo tem seu tempo e é preciso aproveitar o tempo de cada um. No meu caso, decidi que esta "licença" será muito breve. Um abraço

Espaço Escolar: que lugar é este?

Na minha trajetória longa de educação, percorri todos os cantos da escola. Juntamente neste processo, com os meus alunos, que ao longo dos anos fizeram este espaço importante. Desde a escola particular até a pública, onde hoje atuo apenas na última por escolha pessoal, o espaço escolar é o lugar onde TODOS passarão e deixarão suas marcas, sejam positivas ou negativas. As escolas ainda são prisões, infelizmente. As mudanças, desde a lei LDB, não foram suficientes para modificá-las; e os estudantes, nós, estamos 'abafados': o espaço escolar aponta o mínimo espaço; aponta a violência crescendo desde a educação infantil ao ensino superior; os professores estão em formação constante, mas se sentem impotentes diante da problemática vivenciada; o estudar parece ter virado apenas uma obrigação; os teóricos apontam soluções nunca vividas por eles na maioria das vezes; o chefe, o líder, o gestor, imbui-se de poder e demanda conflitos numa suposta democracia... O espaço escolar deveria ser da comunidade, dos estudantes que promovessem ações, provocando neles o desejo de aprender e mostrar o que estão aprendendo; deveria ser das parcerias em prol da paz; deveria ser o lugar onde as ações pedagógicas provassem o resultado das políticas públicas com responsabilidade, obtendo destas condições para a realização de tais resultados. O espaço escolar deveria ser, não só o complemento da escola, mas o lugar de alegrias coletivas, das festas com temas que promovam o ser humano em sua maior realização. Com certeza, o espaço escolar um lugar com sentimentos diferentes para cada educador. Para mim, é todo o espaço que corresponde a maior parte das minhas vivências educacionais e da MINHA VIDA. É aquilo que fui para cada aluno, e o que cada um deixou em mim, e vai continuar deixando... Vamos transformar este lugar num lugar de melhores lembranças!

Queremos salários justos. E daí?

Nós professores, compreendemos sobre a nossa vocação voltada à educação. Compreendemos sobretudo, que o maior objetivo é o ensinar, assim desejam todos. Compreendemos também que somos seres humanos, com necessidades iguais ou maiores aos dos médicos, engenheiros, cientistas...De maneira a desejar um salário JUSTO, com políticos que favorecessem nossos reajustes com honestidade e sem corrupção. Se a greve é  a maior medida, não sabemos definitivamente. Mas sabemos que é com ela que começaremos! Não devemos ser professores covardes, que se escondem atrás do cargo extra que ocupam. O que almejamos e conquistamos hoje pode ser a maior vitória para o nosso futuro profissional. Pense nisto! Participe!

Quem é este índio? Um olhar sobre o passado e o presente[1]


Jilnete Silva Santos[2]

Os habitantes das Américas foram chamados de índios pelos europeus que aqui chegaram. Uma denominação genérica, provocada pela primeira impressão que eles tiveram de haverem chegado às Índias. Mesmo depois de descobrir que não estavam na Ásia, e sim em um continente até então desconhecido, os europeus continuaram a chamá-los assim, ignorando propositalmente as diferenças lingüístico-culturais. Era mais fácil tornar os nativos todos iguais, tratá-los de forma homogênea, já que o objetivo era um só: o domínio político, econômico e religioso.

Se no Período Colonial era assim, ao longo dos tempos, definir quem era índio ou não constituiu sempre uma questão legal. Desde a independência em relação às metrópoles européias, vários países americanos estabeleceram diferentes legislações em relação aos índios e foram criadas instituições oficiais para cuidar dos assuntos a eles relacionados.
Nas últimas décadas, o critério da auto-identificação étnica vem sendo o mais amplamente aceito pelos estudiosos da temática indígena. Na década de 50, o antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro baseou-se na definição elaborada pelos participantes do II Congresso Indigenista Interamericano, no Peru, em 1949, para assim definir, no texto "Culturas e línguas indígenas do Brasil", o indígena como:

 "(...) aquela parcela da população brasileira que apresenta problemas de inadaptação à sociedade brasileira, motivados pela conservação de costumes, hábitos ou meras lealdades que a vinculam a uma tradição pré-colombiana. Ou, ainda mais amplamente: índio é todo o indivíduo reconhecido como membro por uma comunidade pré-colombiana que se identifica etnicamente diversa da nacional e é considerada indígena pela população brasileira com quem está em contato". 

Uma definição muito semelhante foi adotada pelo Estatuto do Índio (Lei nº. 6.001, de 19.12.1973), que norteou as relações do Estado brasileiro com as populações indígenas até a promulgação da Constituição de 1988.
Em suma, um grupo de pessoas pode ser considerado indígena ou não se estas pessoas se considerarem indígenas, ou se assim forem consideradas pela população que as cerca. Mesmo sendo o critério mais utilizado, ele tem sido colocado em discussão, já que muitas vezes são interesses de ordem política que levam à adoção de tal definição, da mesma forma que acontecia há 500 anos.

Só recentemente os diferentes segmentos da sociedade brasileira estão se conscientizando de que os índios são seus contemporâneos. Eles vivem no mesmo país, participa da elaboração de leis, elegem candidatos e compartilham problemas semelhantes, como as conseqüências da poluição ambiental e das diretrizes e ações do governo nas áreas da política, economia, saúde, educação e administração pública em geral. Hoje, há um movimento de busca de informações atualizadas e confiáveis sobre os índios, um interesse em saber, afinal, quem são eles.  

Qualquer grupo social humano elabora e constitui um universo completo de conhecimentos integrados, com fortes ligações com o meio em que vive e se desenvolve. Entendendo cultura como o conjunto de respostas que uma determinada sociedade humana dá às experiências por ela vividas e aos desafios que encontra ao longo do tempo, percebe-se o quanto as diferentes culturas são dinâmicas e estão em contínuo processo de transformação.

No entanto, é importante frisar que as variadas culturas das sociedades indígenas modificam-se constantemente e reelaboram-se com o passar do tempo, como a cultura de qualquer outra sociedade humana. E é preciso considerar que isto aconteceria mesmo que não houvesse ocorrido o contato com as sociedades de origem européia e africana.

No que diz respeito à identidade étnica, as mudanças ocorridas em várias sociedades indígenas, como o fato de falarem português, vestirem roupas iguais às dos outros membros da sociedade nacional com que estão em contato, utilizarem modernas tecnologias (como câmeras de vídeo, máquinas fotográficas e aparelhos de fax), não fazem com que percam sua identidade étnica e deixem de ser indígenas.
A diversidade cultural pode ser enfocada tanto sob o ponto de vista das diferenças existentes entre as sociedades indígenas e as não-indígenas, quanto sob o ponto de vista das diferenças entre as muitas sociedades indígenas que vivem no Brasil. Mas está sempre relacionada ao contato entre realidades socioculturais diferentes e à necessidade de convívio entre elas, especialmente num país pluriétnico, como é o caso do Brasil.

É necessário reconhecer e valorizar a identidade étnica específica de cada uma das sociedades indígenas em particular, compreender suas línguas e suas formas tradicionais de organização social, de ocupação da terra e de uso dos recursos naturais. Isto significa o respeito pelos direitos coletivos especiais de cada uma delas e a busca do convívio pacífico, por meio de um intercâmbio cultural, com as diferentes etnias.
Com a pesquisa da professora  Maria Geovanda Batista[3] é possível compreender um pouco sobre os índios Pataxó do extremo Sul da Bahia. Visto que, o artigo traz em seu resumo uma breve reflexão sobre a situação e o processo de luta dos Pataxó por seu território imemorial e reconhecimento dos seus direitos no município do Prado/BA. A autora informa que são mais de dez anos de estudo a favor da temática, pretendendo contribuir para a superação de preconceitos e desigualdades às culturas indígenas, com foco na comunidade Pataxó supracitada.
Inicialmente relata um depoimento de um jovem índio Pataxó de Cumuruxatiba coletado em Abril de 2000, onde o mesmo comenta ser hoje um povo de pouca gente, revelando dessa maneira uma perda de hegemonia territorial, sócio-cultural e política.

À reflexão da problemática pensar essa perda de hegemonia nos revela que a população de indígenas, que já foi de milhões, hoje não passa de algumas centenas de milhares, sendo que a maioria dos grupos assentados em reservas se compõe de comunidades culturalmente ambivalentes, quando não mistas, que transitam entre os dois códigos culturais - o dos “brancos” e o seu próprio.

A autora chama a atenção para o termo multiculturalismo; entendendo a interculturalidade quando há relações entre diferentes, convivência entre a diversidade presente num mesmo território ou comunidade. Citando Fleury (2001 p. 60), o conceito de interculturalidade “tem servido à elaboração de novos contextos relacionais entre contextos sociais e culturais diferentes”. Para a autora, conclui-se que a mesma pode ser posta a serviço de muitos interesses, fortalecer ou destruir as culturas e identidades.

Apoiada em descobertas de seus estudos, Batist informa sobre as famílias Pataxó em Cumuruxatiba, cuja população total é de 1200 membros e quase 300 famílias aldeadas no interior do Parque Nacional do Descobrimento.

A problemática em torno do torno do campo denominado de etnogênese pode ser entendida como uma adaptação geral de mudanças violentas impostas ao povo indígena. Trata-se de um fenômeno estudado só recentemente; que deverá ser trazido ao conhecimento da universidade, de maneira que os estudantes e professores possam perceber o fortalecimento do movimento indígena e o renascimento de grupos étnicos.

A partir do contexto das reações, resistências, conflitos e estratégias produzidas, os Pataxó passaram a morar no cotidiano multicultural do povoado de Cumuruxatiba após serem expulsos de suas terras, fundaram cinco aldeias Pataxó Kaí, Tibá, Pequi, Alegria Nova e Matwrembá.

Ao longo do artigo, a autora exemplifica a abordagem teórico-metodológica, dialogando com vário autores como Guiattari (1997), Barnabé (1996), entre outros. Trata ainda de mais conceitos com o termo etnogênese, utilizando-se de autores como Bartolomé (2006) Hill (1996) e o emprego da sociopoética onde oferece instrumentos e autonomia para o pesquisando.

Batista adverte sobre a ilusão de pureza ao povo Pataxó. Nenhum povo poderá vir a sê-lo, pois todos necessitam da troca, do intercâmbio um do outro. Assim é a cultura. As culturas vão se modificando no processo histórico que transforma os próprios grupos humanos. É comum cada um destes grupos considerar sua própria visão das coisas como a mais correta; como aquilo que é realmente humano, civilizado, normal, natural. Ao afirmarmos isto, queremos chamar a atenção para o fato de que cada cultura vê o mundo através de pressupostos que lhe são próprios. E muitas vezes, não só vemos, como também julgamos. E é neste momento, em que tornamos nossos pressupostos como padrões para julgarmos ou entendermos as outras culturas, que tomamos atitudes etnocêntricas (centrados na nossa cultura) e preconceituosas.

A presença do índio neste continente não é problematizada, é um fato consumado. Privilegia-se os feitos e a historiografia das potências européias, silenciando-se ou ignorando-se os feitos e vivência dos povos que aqui viviam. Isto resulta no fato do índio aparecer como coadjuvante na história e não como sujeito histórico o que revela o viés etnocêntrico e estereotipado da historiografia em uso.

Descreve o Pataxó, através dos estudos de Maria Hilda Paraiso (1998) com uma espécie de “país-etnia” ou país-tribo. De certa maneira, uma síntese do que resistiu a restou de mais de duas dezenas de etnias e que nos dias atuais representa a resistência viva depois da diáspora pelas elites. Os Pataxó presentes no Extremo Sul Baiano são identificados na literatura como pataxó meridionais. E só nos anos 1970 começou um processo de expropriação e desterritorialização dos Pataxó que veio culminar na luta pela terra e que se fez vitoriosa em 1986. Porém sua identidade Pataxó foi simplesmente, ignorada... O Estado e o Incra não viram nem ouviram nada. Tirara-lhe a cultura para impor-lhes outra no lugar.

E como fizeram isso? Proibindo seus símbolos significativos para suas vidas, expressões etnoculturais indígena... Paradoxalmente, tudo acabou funcionando como estratégia de flexibilidade e resistência Pataxó.
Pataxó é a síntese do que resistiu e restou das mais de duas dezenas de etnias. E a narrativa mítica contada é muito interessante, fazendo relação com a água do chuva “Pataxó é água da chuva batendo nas pedras do rio que corre para o mar” – como água, aprenderam a contornar os obstáculos – água de chuva porque corre menos risco de ter sua fonte contaminada pois vem do alto, do infinito. Daí, nasceu o mito da fundação Pataxó, sendo este o pai dos pataxó,; o primeiro índio vindo de uma gota   da chuva enviada pelo Criador, sendo também o fundador da cultura, das artes, do trabalho e não guerreava, somente orientou seu povo a conviver pacificamente com outros seres da natureza, ensinando a preservá-la como essência da vida.

Cumuruxatiba então foi um nome retomado pelos pataxó e praieiros, para substituir o nome da antiga Fazenda Caledônia; diante de todos os obstáculos e perseguições vencidas, foi neste lugar que foi possível a reprodução etnocultural, talvez porque a presença estrangeira que ali se instalara limitou-se apenas à exploração extrativista e econômica, sem se importarem com a “conversão dos gentios”, nem intervirem nos seus saberes e práticas tradicionais, rituais, entre outros. A autora relata que foi principalmente pelo fato de não terem o controle do olhar da instituição religiosa, pois naquele contexto não havia padre nem pároco, apenas os próprios pataxó leigos.

Informa sobre alguns rituais como o mastro de são Sebastião, não se tratar de sincretismo, mas sim de transculturalidade. Dessa maneira, podemos compreender melhor os rituais indígenas e a importância dessa cultura.

Todas estas questões são pertinentes para se compreender a falta de informações que permeia o mundo dos não-indigenas, e poder pensar no outro com um novo olhar, reconhecendo direitos  e contribuindo por esta luta que se iniciara há tempos.

Neste ponto, a educação escolar indígena é condição de muita luta e uma realidade entre o povo Pataxó. Conseguiu trazer uma contribuição para a revitalização cultural Pataxó, juntamente ao esforço da comunidade em dialogar com a própria cultura.  Apenas falta ao Estado honrar e concretizar as ações cabíveis a ele.

REFERÊNCIAS
BATISTA, Maria Geovanda. Processos de etnogênese dos Pataxó em Cumuruxatiba no Município do Prado-BA[4]. Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 19, n.33, p. 135-145,jan/jun. 2010.

 Ps.: Precisamos compreender melhor as questões indigenas do século XXI.



[1] Texto solicitado pela professora  Maria Geovanda Batista, da  disciplina História e culturas indígenas contemporâneas, IX período,  para fins avaliativos.
[2] Graduanda do Curso de História IX da Universidade do Estado da Bahia – UNEB – Campus X, 2010.
[3] [3] Comunicação apresentada no III Seminário povos Indígenas e Sustentabilidade: Saberes locais, educação e autonomia. Campo Grande/MS, setembro de 2009. A Revista da FAEEBA: educação e contemporaneidade agradece à Rede de Saberes, permanência de indígenas no ensino superior (vide site: HTTP://www.rededesaberes.neppi.org/), pela autorização de publicar o texto da comunicação.
[4] Comunicação apresentada no III Seminário povos Indígenas e Sustentabilidade: Saberes locais, educação e autonomia. Campo Grande/MS, setembro de 2009. A Revista da FAEEBA: educação e contemporaneidade agradece à Rede de Saberes, permanência de indígenas no ensino superior (vide site: HTTP://www.rededesaberes.neppi.org/), pela autorização de publicar o texto da comunicação.

domingo, 24 de outubro de 2010

ninguém nasce feito: é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos

"Ninguém nasce feito. Vamos nos fazendo aos poucos, na prática social de que tomamos parte. Não nasci professor ou marcado para sê-lo, embora minha infância e adolescência tenham estado sempre cheias de 'sonhos' em que rara vez me vi encarnando figura que não fosse a de professor.
"Brinquei" tanto de professor que, ao dar as primeiras aulas... não me era fácil distinguir o professor do imaginário do professor do mundo real. E era feliz em ambos os mundos. Feliz quando puramente sonhava dando aula e feliz quando de fato, ensinava. Eu tinha na verdade um certo gosto docente, que jamais se desfez em mim. Um gosto de ensinar e de aprender que me empurrava à prática de ensinar que, por sua vez, veio dando forma e sentido àquele gosto..." (Paulo Freire)

Pensar, agir e realizar: ações pedagógicas na escola[2]

Pensar, agir e realizar: ações pedagógicas na escola[2]

Pensar um projeto quando iniciamos o ano é tarefa simples. Mas pensar este projeto de maneira que retirar dele as ações concretas e realiza-las, foi o grande desafio atingido neste ano de 2010.Visualizar a alegria das crianças aprendendo ora de forma lúdica, ora de forma sistematizada, apresenta a escola praticando a sua função social com participação e colaboração de todos os agentes envolvidos, não só com a intenção de ensinar, mas ensinar também de várias outras maneiras.

Cada momento do projeto, o estudante se transforma num personagem atuante de sua aprendizagem, ouvindo, participando, assistindo, realizando, construindo parcerias; de maneira a colocar o (a) professor (a) sempre como mediador e colaborador desse processo.

As crianças desenvolveram saberes desde a promoção humana, passando pela cidadania, pluralidade cultural, até a alfabetização, como ponto norteador a visão integral do processo cognitivo à integração dos conteúdos formais com diversos temas transversais, essenciais ao desenvolvimento educacional.
As oficinas favoreceram a criatividade, a cooperação e a preocupação com o meio ambiente, pois são nestes momentos que os estudantes se percebem como parte essencial desse processo. Eles começam algo, desejam definir o que pensam, e apresenta concretamente através dos seus atos práticos a simbolização desse pensamento abstrato ao concreto.
Podemos então, assim resumir estes pequenos momentos como a troca de experiências ocorridas no espaço escolar, motivando o pensar e o agir do educando, à valorização da ação pedagógica do professor, exercendo com auxílio da teoria educacional, e fazendo acontecer com sua prática cotidiana todas as ações movidas neste projeto.
Esses saberes foram fundamentais para a construção do processo educacional, vez que, toda construção de conhecimento científico se apoia numa transposição das observações da vida cotidiana, integrando a abordagem interdisciplinar proposta no Projeto anual – UM MUNDO EM NÓS.[3]


[1] Projeto anual aplicado na Escola Municipal Manoel Cardoso Neto, com participação dos professores e alunos da Instituição escolar, sob a supervisão da coordenadora Jovânia Moreira Martins.Público Alvo: Alunos das Séries Iniciais e Finais do Ensino Fundamental I – 1º ano ao 5º ano

[2] Texto produzido pela professora Jilnete Silva Santos e a coordenadora Jovânia Moreira Martins.

Para Todos


"Os grandes momentos explícitos na educação não devem ser vistos como exibicionismo; devem sim, ser aproveitados para que isto aconteça sempre, favorecendo o espaço para quem ainda está por vir... É assim a educação: ele deve sempre iluminar a todos".

Tx. de Freitas, 22 de out. 2010

Jilnete Santos